terça-feira, 27 de agosto de 2013

'DOI-Codi é tão distante da embaixada quanto o céu do inferno', diz Dilma Presidente fala pela 1ª vez sobre fuga de senador boliviano e rechaça comparação de diplomata

'DOI-Codi é tão distante da embaixada quanto o céu do inferno', diz Dilma Presidente fala pela 1ª vez sobre fuga de senador boliviano e rechaça comparação de diplomata 27 de agosto de 2013 | 14h 14 Notícia
Rafael Moraes Moura e Tânia Monteiro BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff falou nesta terça-feira, 27, pela primeira vez sobre a fuga do senador opositor boliviano Roger Pinto para o Brasil e rejeitou a comparação feita pelo encarregado de negócios em La Paz, Eduardo Saboia, entre a situação do senador e a de vítimas do DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura militar (1964-1989). Comparação com ditadura irritou a presidente - Dida Sampaio / Estadão Conteúdo Dida Sampaio / Estadão Conteúdo Comparação com ditadura irritou a presidente "Não há nenhuma similaridade. E eu estive no DOI-Codi. Eu sei o que é o DOI-Codi. E asseguro a vocês: é tão distante o DOI-Codi da embaixada brasileira lá em La Paz, como é distante o céu do inferno. Literalmente, isso", disse Dilma, demonstrando irritação. Dilma afirmou que o Brasil "jamais" poderia aceitar trazer o senador para o Brasil sem salvo-conduto do governo da Bolívia. "Não poderia colocar em risco a vida de uma pessoa que estava sob sua guarda", disse. "Lamento profundamente que um asilado brasileiro tenha sido submetido à insegurança que esse foi. Porque um Estado democrático e civilizado, a primeira coisa que faz é proteger a vida, sem qualquer outra consideração. Protegemos a vida, a segurança, e garantimos o conforto ao asilado", acrescentou. Ainda segundo a presidente, a embaixada brasileira na Bolívia é extremamente confortável e ressaltou que o governo brasileiro tentou negociar em vários momentos o salvo-conduto de Molina, sem sucesso. "Se nada aconteceu (com o senador) não é a questão, poderia ter acontecido", declarou a presidente."Um governo não negocia vidas, um governo age para proteger a vida. Não estamos em situação de exceção." Dilma fala sobre fuga do senador boliviano pela primeira vez Dilma diz que Amorim vai esclarecer ajuda de fuzileiros na fuga de senador boliviano Senador boliviano precisa de novo asilo, diz advogado-geral da União Militares sabiam da fuga de senador boliviano Diplomata é um habilidoso negociador

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