quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mortes em obra batem recorde em São Paulo

Mortes em obra batem recorde em São PauloOperários que morreram no trabalho na capital, em 2013, já chegam a 15, maior índice dos últimos anosDIÁRIO SP O desabamento do prédio em construção na terça-feira em São Mateus, Zona Leste, que deixou até esta quarta-feira oito mortos e 26 feridos, fez subir para 15 o número de vítimas fatais em obras da capital em 2013. O número já representa um aumento de mais de 100% dos casos registrados em 2012 inteiro — com sete mortes. Os dados são do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo. Por enquanto, é o maior índice dos últimos anos. Em 2009, foram 17 mortes em obras. De acordo com o sindicato, nove em cada dez obras de reforma na capital apresentam algum tipo de irregularidade. Entre as mais frequentes estão a ausência de alvarás e a informalidade dos trabalhadores. A pesquisa foi feita em 2011 e é a mais recente disponível. Para o presidente do sindicato, Antonio de Souza Ramalho, o pagamento de propina a agentes públicos responsáveis pela fiscalização das obras é uma das principais alavancas da situação. “É muito comum a negociação corrupta entre os construtores da obra e as esferas do poder público”, afirmou o sindicalista. Polícia investiga/ Quatro funcionários da obra foram ouvidos nesta quarta pela Polícia Civil. Segundo eles, era comum comentários de que a construção tinha problemas estruturais. O assunto teria sido discutido no último sábado em uma reunião entre os responsáveis pela edificação.

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