domingo, 25 de agosto de 2013

o sírio diz que permitirá acesso da ONU a local de suposto ataque químico Comunicado foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores por meio da mídia estatal Mais cedo, país informou que qualquer ação militar dos EUA "inflamaria o Oriente Médio"

Governo sírio diz que permitirá acesso da ONU a local de suposto ataque químico Comunicado foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores por meio da mídia estatal Mais cedo, país informou que qualquer ação militar dos EUA "inflamaria o Oriente Médio" Soldados do exército da Síria caminham pelo bairro Jobar, em Damasco Foto: STR / AFP Soldados do exército da Síria caminham pelo bairro Jobar, em Damasco STR / AFP BEIRUTE - A Síria decidiu permitir que inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) analisem locais no subúrbio de Damasco que teriam sido alvos de ataques de armas químicas, afirmou o Ministério de Relações Exteriores sírio em comunicado divulgado no canal de televisão estatal.
Papa pede à comunidade internacional que ajude a Síria MSF afirma que 355 mortos na Síria têm 'sintomas neurotóxicos' Obama e Cameron veem sinais crescentes de ataque químico na Síria Presidente do Irã diz que armas químicas mataram pessoas na Síria Al-Qaeda acusa o Hezbollah por atentados no Líbano A oposição síria acusou as forças do governo de matar mais de 1.000 civis com gás venenoso em subúrbios de Damasco na quarta - uma denúncia rechaçada pelo governo do presidente sírio Bashar al-Assad. A informação já havia sido dada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif. "Estamos em estreito contato com o governo sírio e eles nos garantiram que nunca usaram essas armas desumanas e que vão cooperar plenamente com os especialistas da ONU para visitar as áreas afetadas", disse o ministro iraniano a chanceler italiana Emma Bonino em conversa por telefone no sábado, de acordo com a Press TV. O Irã é o principal aliado de Assad contra as forças de oposição que procuram derrubá-lo. O governo sírio acusou os rebeldes de lançar os ataques químicos para provocar uma reação internacional. Essa visão tem apoio também da Rússia, além do Irã. 'Bola de fogo' Neste domingo, a Síria também disse que uma ação militar dos Estados Unidos em resposta a um suposto ataque com armas químicas iria "criar uma bola de fogo que inflamaria o Oriente Médio". O Irã, um dos principais aliados do presidente sírio Bashar al-Assad, também afirmou que Washington não deve cruzar a "linha vermelha" na Síria, onde médicos acusaram suas forças de um ataque com gás venenoso que matou centenas de pessoas na semana passada. A equipe de inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) aguardam em um hotel em Damasco, a poucos quilômetros do local do ataque, mas a Síria sugeriu que eles não seriam autorizados a visitar. O presidente dos EUA Barack Obama reuniu seus principais assessores militares e de segurança nacional, no sábado, para avaliar opções. Forças navais dos Estados Unidos foram reposicionados no Mediterrâneo para dar a Obama a opção de um ataque armado. A Síria respondeu com dureza. "Intervenção militar dos EUA vai criar uma briga muito séria e uma bola de fogo que vai inflamar o Oriente Médio", afirmou o ministro da Informação sírio Omran Zoabi, de acordo com a agência de notícias estatal SANA. Obama reluta em intervir na guerra civil da Síria, mas os relatórios dos assassinatos perto de Damasco elevaram a pressão sobre a Casa Branca. O presidente norte-americano disse há um ano que armas químicas seriam uma "linha vermelha" para os EUA. O Irã disse que qualquer intervenção de Washington teria "consequências graves", de acordo com a agência de notícias Fars. "A América conhece as limitações da linha vermelha na Síria e cruzar essa linha vermelha terá consequências graves para a Casa Branca", disse Massoud Jazayeri, vice-chefe do Estado Maior das Forças Armadas do Irã, no domingo, de acordo com a Fars. Segundo informações da oposição síria, entre 500 e mais de 1.000 civis foram mortos esta semana por gás venenoso colocado em munições disparadas pelas forças pró-governo. A organização Médicos Sem Fronteiras disse que três hospitais próximos a Damasco relataram 355 mortes no espaço de três horas e cerca de 3.600 internações com sintomas do tipo de gás nervoso. Inspetores da ONU As grandes potências mundiais - incluindo a Rússia, o principal aliado de Assad, que há muito tempo tem bloqueado intervenção patrocinada pela ONU - pediram que o líder sírio coopere com inspetores da ONU que já estão em Damasco. O ministro da Informação Zoabi disse que a Síria e a ONU já concordaram em realizar inspeções de certos locais ao redor da Síria a partir de denúncias ocorridas antes de quarta-feira, mas não permitirá qualquer "inspeção que irá prejudicar a soberania nacional". O ministro disse que a Síria vai cooperar "significativamente e de forma transparente" com os locais de inspeção prévia acordados. Mas ele chegou a sugerir que os inspetores da ONU não seria permitido visitar o local do ataque de quarta-feira. A Casa Branca recusou-se a listar quais opções foram discutidas no sábado e disse que Washington ainda estava colhendo detalhes sobre o ataque. - O presidente Obama pediu ao Departamento de Defesa para preparar opções para todas as contingências - disse o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, a jornalistas na Malásia, quando ele começou uma viagem longa semana para a Ásia. Fontes da oposição síria disseram no domingo que quatrocentas toneladas de armas tinha sido enviado para a Síria da Turquia para aumentar a capacidade dos rebeldes contra as forças do governo sírio após o suposto ataque químico. Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/governo-sirio-diz-que-permitira-acesso-da-onu-local-de-suposto-ataque-quimico-9694648#ixzz2d01isezl © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

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