quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Profissionais da saúde fazem protestos contra Programa Mais Médicos

Profissionais da saúde fazem protestos contra Programa Mais Médicos Yara Aquino Repórter da Agência Brasil
Brasília Ente hoje (30) e amanhã (31) médicos participam de atos de mobilização e também paralisam atividades em protesto contra o Programa Mais Médicos. A Federação Nacional dos Médicos (Fenam), entidade que reúne sindicatos da categoria, contabiliza a adesão de cerca de 20 estados e pede que médicos das redes pública e privada participem. Nos estados com atividades paralisadas ficam suspensos serviços eletivos e mantidos os atendimentos de urgência e emergência. Além do protesto contra o Mais Médicos, os profissionais se posicionam também contra os vetos à lei que regulamenta o exercício da medicina, conhecida como Ato Médico. Na Bahia, o sindicato informa que os médicos foram chamados a paralisar as atividades, mas ainda não é possível dimensionar a adesão. Para hoje, está programada exposição fotográfica que mostra as condições das unidades de saúde baianas e debate sobre o Programa Mais Médicos. O sindicato de São Paulo programou paralisação dos residentes para hoje e para amanhã uma caminhada. Em Pernambuco, o sindicato informa que há paralisação das atividades e hoje os profissionais fazem visitas às unidades de saúde para identificar problemas e elaborar relatório com fotos e vídeos para enviar ao ministério público do estado. No Distrito Federal, os médicos aderem à paralisação hoje a amanhã, de acordo com o sindicato da categoria. Hoje à tarde, eles fazem um ato em frente ao Ministério da Saúde. No Acre, os médicos encerraram uma greve na última semana e hoje fazem mobilização na sede do sindicato. Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina optaram por parar o trabalho apenas amanhã, de acordo com os sindicatos. Estados como Piauí e Alagoas decidiram fazer atividades de mobilização e não parar o atendimento. A Fenam informa que a mobilização desta semana é preparatória para a marcha à Brasília marcada para 8 de agosto, quando ocorrerá uma audiência pública sobre o Mais Médicos no Congresso Nacional. Em 10 de agosto, a categoria fará uma avaliação e, caso os 53 sindicatos médicos que integram a Fenam concluam que não houve avanços, a Federação diz que será decretada greve.
No último dia 23 os médicos já haviam paralisado as atividades como parte da agenda de mobilização contra o Programa Mais Médicos e os vetos a lei do Ato Médico. Edição: José Romildo Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

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